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Resumo de Úrsula de Maria Firmina dos Reis

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    diaoblogonline
  • 2 de dez. de 2023
  • 9 min de leitura

Um resumo completo pra você ir bem no vestibular!


Capa do livro Úrsula, de Maria Firmina dos Reis
Capa do livro Úrsula, de Maria Firmina dos Reis

O livro Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, se destaca por ser a primeira obra escrita por uma mulher no Brasil. A publicação também é considerada uma das primeiras obras abolicionistas do país.


Mulher maranhense e afrodescendente, Maria traz um novo horizonte à literatura nacional, através da sua tematização do negro através de uma perspectiva interna, além de criticar a escravidão, demonstrando sua barbaridade e o ponto de vista dos indivíduos afligidos.


Nesse post, além de uma ficha técnica, trago um resumo do enredo dividido em sete partes, visando facilitar seu entendimento da obra.


  1. O começo

  2. O passado de Tancredo

  3. A escrava Susana

  4. Encontro com um estranho e revelações

  5. A volta de Tancredo e Túlio

  6. O convento de ***

  7. A louca



Ficha Técnica


O romance Úrsula foi redigido pela autora brasileira Maria Firmina dos Reis, e lançado em 1859, se encaixando no período literário do Romantismo. Com cerca de 140 páginas e 20 capítulos, o livro, de caráter extremamente descritivo, possui temas abolicionistas, além de denunciar os maus tratos aos cativos, através de uma narração em 3º pessoa.


Tempo: Indefinido, não é mencionado o ano em que a história se passa, mas se sabe que foi antes da abolição da escravidão.


Lugar: Fazenda da Família B, Santa Cruz, Casa da família de Tancredo, São Paulo. Alguns dos lugares da narrativa são propositalmente ocultados pela autora, seja pela ausência de menção ou pelo uso de *** nos nomes de localidades.


Personagens:

  • Túlio: escravo da família B

  • Tancredo

  • Úrsula

  • Luíza B.: mãe de Úrsula

  • Susana: velha escrava da família B.

  • Adelaide

  • Pai e mãe de Tancredo

  • Fernando P.: irmão de Luiza B. e tio de Úrsula

  • Paulo B.: pai de Úrsula

  • o Padre F.

  • Antero

  • Outros: o Feitor branco, Pajens, Freiras, Escravos (alguns personagens secundários não são nomeados na obras, mas apenas mencionados pelo nome de sua função)


O enredo


1. O começo


O romance começa quando Túlio, negro escravo da família B., salva Tancredo, homem de família rica, que havia sofrido um acidente de cavalo, caído e batido a cabeça, se encontrando inconsciente e tendo perdido muito sangue. Em troca da ajuda , Tancredo oferece como recompensa a sua liberdade (pagar a alforria). Logo após, Túlio o leva para a casa da família, onde o acolhem, cuidando dele enquanto em estado de febre e de delírio, por vários dias.


Nesse contexto, nos deparamos com Luiza B., a chefe da casa, paralítica e moribunda, e Úrsula, sua única filha, que cuidava de sua mão desde nova. Tancredo foi melhorando e, apesar de já poder, adiava o tempo de seu regresso. Nesse meio tempo, os sentimentos de Úrsula por esse rapaz começaram a florecer.


Uma madrugada, enquanto passeava pela mata, Tancredo a encontra, e declara seu amor por ela e decide explicar seu passado, e a história por trás do nome de uma amada que chamara durante seus delírios febris: Adelaide.



2. O passado de Tancredo


Nesse momento, somos transportados para o passado de Tancredo. Filho de família de posses, estudou Direito em São Paulo durante seis anos, período durante o qual não lhe foi permitido voltar para casa e visitar sua querida mãe. Quando se formou, prontamente regressou ao seu local de nascimento. Lá, é recebido por sua mãe e por Adelaide, filha de uma parenta, e que veio morar com a família após a morte de seus pais. Logo Tancredo se apaixonou por ela e, após algum tempo, a pediu em casamento. Contudo, a moça tinha receio que o pai não permitiria a união, pois ela vinha de uma família pobre.


A pedido do moço, a mãe de Tancredo foi interceder pelo moço junto ao patriarca frio e desdenhoso, ele , contudo, negou o pedido. Após isso, Tancredo foi encontrar com o pai e fazer uma nova súplica. O pai permitiu, mas com uma única condição: que ele fosse trabalhar longe num emprego durante 1 ano.


Tancredo partiu, com muita dor no coração, e ficou lá por pouco mais de um ano, pois seu cargo não lhe permitia sair conforme sua vontade. Após voltar de uma viagem de trabalho, recebe uma carta, na qual é dito que sua mãe havia falecido. Assim, ele rapidamente volta para casa, e busca Adelaide, a qual descobre ter se casado com seu pai, o qual logo aparece na cena. Magoado, Tancredo os calunia furioso, e a amaldiçoa, partindo da casa, e passando a odiar a mulher que tanto havia amado.


Após isso, Úrsula volta para casa, junto ao leito de sua mãe. Depois, o jovem aparece e se apresenta à mãe. Eles conversam, e a mulher conta de seu passado: seu irmão, o comendador F. de P***(irônico, né?), a odiava, pois havia casado com um pobre fazendeiro, Paulo B., o qual havia morrido há 12 anos atrás, vítima de um assassinato, cujo autor era desconhecido. Na mesma época, a mulher ficou doente e paralítica, responsável por criar sua filha que mal havia saído do berço, e incapaz de acompanhar seus primeiros passos (nessa hora é que supomos que Úrsula tem entre 13 e 17 anos, pois sua idade não nos é dita). Ele ele pede a mão de Úrsula em casamento e diz à matriarca seu nome completo, fazendo com que o trio descobrisse que ele é primo da jovem. E, mesmo assim, ao perceber que o moço amava sua filha, a mulher moribunda lhes concede sua benção.



3. A escrava Susana


No capítulo seguinte, temos uma conversa entre Túlio e a velha escrava Susana, que havia lhe criado como uma mãe. Ao saber que Túlio ia embora com Tancredo, ela se revolta, dizendo que ele está trocando uma prisão pela outra, que ele nada ao jovem deve e que já é livre, não precisando, portanto, segui-lo.


Neste capítulo, também descobrimos a história da senhora, que havia crescido na África, casado e tido uma filha. Contudo, em um derradeiro dia, bárbaros apareceram e a sequestraram e, apesar de suas súplicas por liberdade, a levaram, de navio, a uma terra distante, onde ela foi vendida, escolhida pelo comendador P, que era um homem cruel. Quando Luíza se casou, esta foi junto, contudo, Paulo B. também era um homem cruel, horrorizando sua esposa. Quando ele morreu, a africana e Túlio continuaram na fazenda e, apesar da tentativa de Luiza de amenizar as ações passadas de seu marido, ainda doía à Susana ter sido privada de sua liberdade e de sua família. Com isso, ela abençoa Túlio, para que ele tenha uma boa viagem.


Logo, Tancredo parte, com a promessa de voltar o quanto antes para sua amada.



4. Encontro com um estranho e revelações


Naquela noite, Úrsula passeia pela mata novamente, e senta num tronco para divagar, sem perceber o cair da noite. Ela ouve um tiro, e vê uma perdiz ferida. Ela a pega para leva-la para casa, quando se depara com um estranho. Esse homem, que diz ser amigo de sua mãe, por ela se apaixona à primeira vista, se declara e a pede em casamento. Esta recusa, e volta pra casa assombrada.


Lá, sua mãe está muito doente, portanto, ela não lhe conta do assustador encontro com o estranho. Alguns dias depois, quando sua mãe está um pouco melhor, esta recebe uma carta de seu irmão Fernando de P***, no qual ele pede para encontrar-se com ela, pois sabe que ela está próxima do fim. Momentos depois, o irmão aparece, e Úrsula reconhece nele o estranho que para ela havia se declarado. Ela corre, fugindo da casa, aterrorizada com a situação. Em suas correrias ela cai, e se depara com a escrava Susana, a qual urge para que a moça volte para sua mãe, que está a morrer.


Ela volta, e conta a sua mãe sobre o estranho que a atormentou, seu tio, e a mãe a revela que este era o assassino de seu pai. Assim, a mãe pede para que ela fuja, pois este a iria forçar em casamento na próxima vez que ele voltasse, o que seria no dia seguinte. Ela urge para que a menina fuja e, logo após isso, solta sua última respiração.


Na manhã seguinte, Luiza B. é enterrada no cemitério de Santa Cruz. À tarde, a órfã volta sozinha para visitar sua mãe, e lá chora, desmaiando sobre o local onde esta foi enterrada.



5. A volta de Tancredo e Túlio


Tancredo e Túlio voltam de sua viagem, tomando um atalho até a casa da moça, onde encontram com Susana, que lhes conta do que havia acontecido, da situação com o tio da moça e sobre como Úrsula havia insistido para ir sozinha ao cemitério onde sua mãe jazia para rezar. Os moços vão rapidamente até Santa Cruz, onde a encontram. Nos braços de Tancredo, ela acorda.


A mais de uma légua do local, Fernando galopa ansioso em direção à sua propriedade, que era perto da cidade. No local, ele procura pelo Padre F. e é avisado que este havia saído. Ele volta à estrada, encontrando o padre no caminho. Ali, ele descobre que sua irmã havia falecido. Abatido, ele vai à casa da falecida, onde encontra Susana, e a indaga do paradeiro da menina, descobrindo que esta estava em Santa Cruz. Ele vai até o local, mas não a encontra. Furioso, ele volta pra casa, onde manda chamar o feitor branco da fazenda e ordena buscar a velha que lhe havia mentido, arrastada, com as pernas amarradas ao cavalo por uma corda.


Cansado da dureza e das barbaridades de seu chefe, ele deixa seu posto, e vai avisar à senhora das intenções de Fernando, pedindo para que fuja, mas ela recusa dizendo que é inocente. Ele parte, colérico.


Na manhã seguinte, dois negros chegaram à casa do comendador conduzindo a velha. Fernando a interroga, querendo saber para onde foi Úrsula, mas ela diz que não sabe. Ele lhe pede qual é o nome do sedutor da moça (que ela já conhece), mas ela fala que desconhece. Irritado, manda seus homens prendê-la, e para darem o mínimo de comida para sobreviver.


O comendador descobre, por um de seus homens, o paradeiro da moça e se dirige para partir. O padre, presente, condena suas ações, acabando, assim, sendo preso também.


Fernando parte atrás dela.



6. O convento de ***


O trio, que havia fugido de Santa Cruz, galopa até um convento, onde chegam ao amanhecer. Lá, eles deixam Úrsula, que é acolhida.


Tancredo encarregou Túlio de alguns afazeres, e estranhou quando este não regressou. Era o dia marcado para o seu casamento. À noite, o padre deu a benção matrimonial.


Túlio, ao cair da tarde, fora abordado por dois homens com armas, que o fizeram lhes seguir até um casebre. Lá, ele encontra com Fernando, que pede onde está Tancredo, oferecendo uma enorme fortuna em troca de sua ajuda. Túlio, contudo se nega. Assim, às 8 horas da noite, ele é preso.


Sua guarda é dada a Antero, um velho escravo, que o vigiou durante seu enclausuramento na casa. O senhor era viciado em fumar e beber. Para manipula-lo, Túlio lhe oferece ao homem uma enorme quantia de dinheiro, as 10 horas, com a qual este compra bebida e se embebeda, caindo ao sono. Com isso, o moço rouba as chaves e foge.


No meio do caminho, ele encontra com um padre, que voltava do mosteiro, onde este lhe disse ter realizado um casamento. Túlio corre a Igreja, onde julga achar o casal, lá, em uma cilada, recebe tiros e morre.


Tancredo e Úrsula, que estavam em um coche, reconhecem a voz de Túlio e veem seu corpo. Fernando P aparece. Ele quer matar Tancredo, para ficar com Úrsula. Ela suplica para que ele não o faça, caindo prostrada a seus pés e desmaiando. O moço apega em seus braços e a beija, se despedindo. Fernando a arranca de seus braços e o apunhala. Ele morre.


7. A louca


Tempo se passa. Descobrimos que, com a dor do pesar, Úrsula fica louca, se tornando um sombra de quem era. Fernando fica desesperado com a situação.


Logo depois, Susana também morre.


O comendador vai ver Úrsula com o padre e ela, louca, pensa ver seu marido e revê sua morte, e ela solução de dor, colocando a mão sobre o coração. Ali, com o padre e Fernando prostrados no joelhos, ela solta um último suspiro.


Dois anos se passam, descobrimos que um homem velho havia se juntado à ordem dos carmelitas, indo viver em um convento. Era o Frei Luís de Santa Úrsula, o qual julgavam louco. O homem, após poucos anos, está a beira da morte, e um monge, que está junto a ele, pede para ele confessar-se. Contudo, o Frei acha que é inútil, pois não há perdão para seus atos, ele acaba contando para o homem a sua frente sobre as mortes pelas quais foi responsável e sobre a mulher que amou. Este fica horrorizado, e diz que nunca poderão voltar a se encontrar, pois ela estaria no céu, e ele, no inferno.


Fernando pede perdão a Deus, dizendo estar sufocado por suas culpas, e morre, com lágrimas correndo por seu rosto.



Nesse dia, chorava Adelaide. Seu primeiro esposo já falecera, e ela casara com um segundo, este, contudo, não amava sua beleza, a arrastando de aflição até o desespero. Ela também sentia remorso pela mulher cujos dias ela torturou até a morte, a assombrava, mesmo após a morte. Assim, buscando acabar com seu sofrimento, ela se suicida.


"De todas essas vítimas do amor, apenas restam vestígios sobre a terra da desditosa Úrsula. No convento de ***, junto ao altar da Senhora das Dores encontra-se uma lápide rasa e singela com estas palavras – ORAI PELA INFELIZ ÚRSULA!"




Conclusão


E é isso pessoal! Espero que vocês tenham gostado desse resumo completo do livro Úrsula, de Maria Firmina dos Reis!


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Até a próxima, valeu!

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